Na vida é tão bom ter amigos – Qual o seu melhor amigo?

Publicado por PMrjdslfjR em

Tava aqui pensando no post de hoje quando meu whatsapp começou a apitar loucamente. Tenho um grupo com meus melhores amigos, e hoje foi uma noite particularmente agitada por lá.

Do tipo que você para tudo o que tá fazendo só pra ficar lendo e rindo e lendo e rindo e rindo e rindo. E fazia um tempo que a gente não tinha uma sessão dessas de ficar jogando conversa fora, seja no whatsapp, seja na vida real.

A verdade é que somos todos adultos, com vida de adultos, cabeça de adultos. Mentira, somos adultos com cabeça de djóvens, AINDA BEM. Ou de crianças. Ou de velinhos, às vezes. O fato é que cada um tem uma vida mais corrida que a do outro, os próprios compromissos, os outros amigos…

Conforme a gente vai crescendo, ficam dizendo pra gente que não vamos ter mais tempo pra nada. Nem pros amigos. “Ihhh, aproveita enquanto é tempo”, diz a voz da sabedoria, geralmente aquela tia que a gente ama, mas que sempre fala umas coisas pra deixar a gente triste de algum jeito.

“Depois começa a trabalhar, casa, tem filho e casa pra cuidar, quero ver conseguir ver os amigos”, continua dizendo essa mesma voz da sabedoria. E posso falar uma coisa? Eu tenho uma vida corrida desde ‘sempre’. Aos 15 anos eu trabalhava na secretaria da minha escola, e enquanto todos os meus coleguinhas estavam passando a tarde juntos comendo brigadeiro, bebendo jurupinga e vendo filme francês (e eu adoraria ter feito isso!), eu estava trabalhando. Depois eu estava estudando loucamente pro vestibular.

Depois eu voltei a trabalhar assim que entrei na faculdade. Cada vez com mais compromissos e menos tempo. A realidade nua e crua é que a gente sempre vai ter menos tempo, menos espaço na agenda, mais coisas pra fazer, mais preguiça, mais cansaço, mais vontade de se enfiar num casulo e por lá ficar. E se a gente acreditar nisso, a gente se enfia no casulo mesmo e BUM, a vida já era.

Hoje, quando meu whatsapp começou a pipocar e eu comecei a rir das bobagens maravilhosas que meus amigos fazem, pensei nisso. Uma amizade verdadeira, sólida, é como casa de vó. A gente não vai sempre, mas ela está lá, ela nos ama, ela lembra muita da gente, e quando a gente vai visitar, rapidinho ou pra ficar sem hora pra ir embora, é a maior delícia e a comida é sempre mais gostosa.

Eu tenho muito orgulho da amizade que construí com essas pessoas. Eu conheço a Babi há dez anos. A internet nos uniu, e o que a internet une, o homem não separa, é sabido. Trocávamos cartas, escritas em aulas, entediadas com o presente, sedentas pelo futuro, vendo a vida lá fora e querendo fazer parte dela.

Até hoje me surpreendo com o quanto tudo aquilo com que sonhávamos virou vida real. E o quanto fazemos coisas massa juntas e eu sinto que sou muito mais forte quando estou ao lado dela. Eu tenho uma lista mental das pessoas que mais me inspiram e me ensinam coisas no dia a dia e a Babi tá no topo dela. Miga, queria que você soubesse o quanto cê é importante nessa coisinha que chamo de minha vida. Tendo a acreditar que Babi me ensinou – e me ensina ainda – o que é amizade. E o que é amar.

Depois de Babi, vieram todos os outros amigos maravilhosos. O David e o  Augusto, que me mostraram que a vida podia ser muito mais e que eu podia ser muito mais. O Matheus, esse espécime sensível e machão quase que na mesma medida que me garante as melhores conversas e as melhores discussões acaloradas. O Lucas e o Ciscati, que estudaram comigo na usp e, quando eu mudei de período e não conhecia as pessoas direito, fizeram com que eu me sentisse acolhida, amada e parte de alguma coisa muito supimpa.

A Marina e o Fer, esses dois que têm os corações mais maravilhosos que já vi, sendo Marina a pessoa com o carisma maior do que todos nós habitantes do planeta Terra juntos e Fer o dono do abraço mais gostoso que eu já ganhei, aquele que quando abraça faz tudo que é ruim ir embora. A Carol e a Karen, tão diferentes de mim, e tão diferentes entre elas, e que me ensinaram sobre amadurecer, sobre se descobrir, se achar…

E Tamara, o que dizer dessa maravilhosa caçula do grupo, que apareceu por último mas que sem ela eu não vivo? Tamaravilhosa, Tamis, Damaris, mais um exemplo de como esse mundo pode ser um lugar maravilhoso se você se rodear de pessoas boas, fizer coisas boas e se dedicar pra conquistar os seus sonhos.

A Tamis acabou de entrar na faculdade, foi fazer Biomedicina lá em Botucatu, na Unesp, e parece que um pedacinho de mim tá lá junto com ela. Acho que amizade é ter orgulho dos seus amigos e querer que eles sejam felizes mesmo se isso for longe da gente. Meus amigos fazem minha vida ser um eterno Lucy no céu com diamantes, só que Stephanie no lugar de Lucy.

E olha que tem mais gente, mais história, mais raios de luz que brilham no meu dia. Helô, Dani, Julia, Mel, Gigi, Nuta, Beca, Seane <3

Babi disse um dia que criamos os amigos pro mundo. E ela tá certa. E isso não quer dizer que eles não serão mais nossos amigos, isso não precisa significar que nós não vamos mais nos falar e que um dia vamos nos lembrar uns dos outros e perguntar ‘por onde anda?’.

Não precisa ser assim. A maldição do ‘um dia você não vai mais ter tempo pra isso’ não precisa pegar na gente. Nem em mim e nem em você. Amizade é tão mais do que estar por perto o tempo todo. Adianta estar perto e ser ruim? Eu acredito que amizade é um troço que ou faz todo mundo que tá nela se sentir bem, ou melhor nem começar. Pra mim amizade é construção. Sólida, duradoura, pra sempre.

Baseada em respeito e admiração, amor e compaixão, muita felicidade pelo outro, às vezes mais do que pela gente. Um desejo imenso, maior do que cabe em nós, de que o outro seja feliz, tenha sucesso, coloque um sorriso no rosto e o vento bata no cabelo, porque eles merecem. Quando um amigo tá com o coração partido, tenho vontade de arrancar o meu e pôr no lugar.

Quando a alma tá capenga, fico querendo desvestí-la e emprestá-la por tempo indeterminado. Eu não sei se eles sabem disso. Queria muito que soubessem. Às vezes a gente sente uma coisa e não tem muita certeza de que consegue demonstrar.

Quando eu era mais nova, eu só conseguia ficar feliz por alguém se eu estivesse numa situação igual ou melhor. Onde já se viu os outros estarem felizes se eu não estou tão bem assim? Eu era tão egoísta. Hoje eu tenho certeza que eu deixei de vivenciar muito do amor e da amizade ao meu redor por causa disso. Mas ficou o aprendizado. Eu aprendi que não, nada a ver.

Comemorar e querer a felicidade do outro, fazer parte disso, é ter um pedacinho daquilo. E compartilhar felicidade é multiplicar felicidade. Multiplicar alegrias. Conquistas. Sorrisos. Risadas. E quando o amigo tá triste, a gente leva pro bar, toma umas biritas, chora as mágoas lado a lado, que é pra tristeza escorrer mais rápido e ir embora duma vez.

Uma amizade só vale ser cultivada se te faz bem. Se você, quando está ao lado deles, se sente parte de uma coisa muito maravilhosa, maior, magnífica, que transcende as coisas que a gente consegue explicar. Se há respeito. Se ninguém fica querendo te botar pra baixo com desculpinha de que ‘ah, é só brincadeira’. Onde já se viu amigo querer te deixar bolado? Amigo bota sorriso no rosto, seca suas lágrimas e divide comida, protetor solar e espaço na cama.

É sério isso. Não se esforce pra ter ao seu lado alguém que não te faz bem. Que não te quer bem. Amizade é o seu murinho de amor que te protege de todas as coisas horrorosas que esse mundo fica tacando na gente. E não dá pra ter buraco nesse murinho. Tem que ser divertido, gostoso, bom, alegre. Se não, não vale a pena.

Amigos, todos, amo vocês. Queria dizer que minha vida é muito mais daora porque divido ela com vocês. Dá cá um abracinho virtual!

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